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Incentivos de agentes comunitários de saúde na Guiné-Bissau

Informação do projeto
Investigadores principais

Pedro Vicente (Nova SBE)
Teresa Molina (Nova SBE)

Coordenação de campo

Mattia Fracchia

Instituição gestora

ONG VIDA

Sobre este projeto

 

O setor da saúde na Guiné-Bissau enfrenta uma grave escassez de profissionais de saúde e falta de acesso às instalações de saúde. Portanto, o governo guineense e seus parceiros nacionais e internacionais definiram uma estratégia nacional para reduzir a mortalidade materna, infantil e juvenil e para aumentar o acesso às provisões básicas de saúde, nas quais iniciativas comunitárias de saúde desempenham um papel crucial. Neste contexto, a ONG VIDA, juntamente com o Ministério da Saúde, criou e organizou um sistema de Agentes Comunitários de Saúde (CHA) no Setor Autónomo de Bissau.

Os programas da CHA estão se tornando cada vez mais populares na África subsaariana. Nos últimos anos, os profissionais da saúde da comunidade tornaram-se uma parte essencial das estratégias nacionais e internacionais de saúde na prestação de cuidados de saúde na região. Ao mesmo tempo, existe uma preocupação de que a baixa motivação dos CHAs possa ameaçar os benefícios potenciais de investir em programas de CHA.

Este estudo quer investigar até que ponto um modelo em que os incentivos não financeiros são oferecidos em cima de benefícios monetários básicos pode resultar em um sistema sustentável e efetivo para incentivar os CHAs nos países em desenvolvimento. Primeiro, estudamos incentivos que ativam a motivação intrínseca dos agentes, relacionados às características pró-sociais do papel do CHA e recompensas não monetárias visando a motivação extrínseca dos agentes, como o reconhecimento social na comunidade. Em segundo lugar, este estudo também quer testar se a disseminação de informações sobre o trabalho das CHAs em comunidades específicas pode melhorar a eficácia do programa. Finalmente, também vamos dedicar atenção à possível complementaridade entre os diferentes esquemas de incentivo não financeiro, bem como à complementaridade entre os esquemas de incentivo e beneficiários mais informados.